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Após a proposta lançada em 2013 pela organização ambientalista Greenpeace, os países europeus finalmente entraram em ação contra utilização de produtos pesticidas. Em Portugal, a partir de ontem passam a ser proibidos os fitofármacos em jardins, parques de campismo, hospitais e centros de saúde, lares de idosos e escolas, ficando de fora as escolas de formação em ciências agrárias.

As novas regras não se aplicam às situações em que haja necessidade de eliminar uma praga. No entanto, o processo exige uma autorização da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que é o órgão responsável pelo regulamento de aplicação de produtos fitofármacos. Mesmo assim, é recomendado que seja dada “prioridade à utilização de produtos cuja utilização é permitida em modo biológico e de produtos fitofarmacêuticos de baixo risco, quando disponíveis, ou quando não exista alternativa”.

A nova legislação determina também que seja dada preferência a produtos fitofarmacêuticos que não contenham substâncias ativas incluídas na lista de substâncias perigosas prioritárias.

Os relatórios responsáveis por esta ação entre a comunidade europeia, introduziram informação acerca de lista de pesticidas utilizados que prejudicam as populações de abelhas, abelhões, borboletas e insetos aquáticos, e têm “possíveis efeitos de propagação” nas cadeias alimentares.

Com esta boa notícia finalizamos a nossa semana no contentamento com um país cada vez mais consciente. Não perca esta oportunidade e verifique as nossas últimas promoções.

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St.Patrick’s: Made in USA?

O Dia de St. Patrick é já esta quinta-feira, 17 de março. Milhões de pessoas vão vestir-se em verde e comemorar com desfiles, bom ânimo, e talvez um copo de cerveja o maior feriado irlandês. No entanto, a celebração moderna do dia de St. Patrick realmente não tem quase nada a ver com o homem real que originou esta tradição. Então quem era o homem atrás do dia de St. Patrick?

Para começar, o verdadeiro St. Patrick não era originalmente irlandês. Ele nasceu na Inglaterra em torno de 390 numa família cristã aristocrata com uma casa na cidade, uma casa de campo e abundância de escravos. Contraditoriamente, Patrick não professava qualquer tipo de interesse no cristianismo enquanto um jovem rapaz.

Aos 16 anos, o mundo de Patrick virou: ele foi sequestrado e enviado para o exterior para cuidar das ovelhas como um escravo na fria paisagem montanhosa da Irlanda durante mais de sete anos.  E foi durante este período que ele teve uma conversão religiosa e tornou-se um cristão profundamente devoto.

De acordo com a folclore, uma voz veio a Patrick nos seus sonhos a dizer-lhe para fugir. E no dia a seguir ele encontrou uma passagem para um navio pirata de volta à Grã-Bretanha, onde se reuniu com sua família. Alguns anos mais tarde a mesma voz então disse-lhe para voltar para a Irlanda. Desta vez a voz ordenou que o então padre Patrick voltasse à Irlanda e passasse o resto de sua vida tentando converter os irlandeses ao cristianismo.

O trabalho de Patrick na Irlanda foi difícil, ele era constantemente agredido por bandidos, perseguidos pela realeza irlandesa, e advertido por seus superiores britânicos. Depois da sua morte, no dia 17 de março de 461, Patrick foi amplamente esquecido. Mas, lentamente, os mitos cresciam em torno de Patrick e, alguns séculos mais tarde, ele foi homenageado como o santo padroeiro da Irlanda.

Segundo uma das lendas, Patrick teria usado as três folhas de um trevo para explicar a santíssima Trindade cristã aos pagãos. Hoje em dia o trevo é um dos maiores símbolos tanto do dia de St. Patrick como da Irlanda. Mas muitos referem que mesmo com o trevo do seu lado, o país tem tido pouca sorte.

Outro mito de St. Patrick é a alegação de que ele expulsou as serpentes da Irlanda. A verdade é que hoje em dia realmente não existem cobras na ilha, mas a ciência confirma que elas nunca existiram. A Irlanda, afinal de contas, é cercada por águas do oceano muito frias para permitir as cobras para migrar da Grã-Bretanha ou de qualquer outro lugar. E, tendo em conta que desde antigamente que as cobras representam o mal na literatura, então quando St. Patrick supostamente dirigiu as serpentes para fora da Irlanda, é simbolicamente dizendo que ele levou os antigos e nocivos costumes pagãos da Irlanda e trouxe uma nova era.

Agora voltando à festa, até a década de 70 o dia de St. Patrick era um pequeno feriado religioso na Irlanda. Um padre reconheceria o dia de festa e as famílias iriam comemora-lo com uma grande refeição, mas as acabava-se ali.

Há quem diga que o dia de St. Patrick foi basicamente inventado nos Estados Unidos por imigrantes irlandeses. Os especialistas em história dizem que as organizações de caridade irlandesas originalmente comemoravam o dia de St. Patrick com banquetes nos lugares como Boston, Massachusetts, Savannah, Georgia, Charleston e Carolina do Sul.

Desde o século XVIII os soldados irlandeses que lutavam com os britânicos na Guerra Revolucionária realizaram os primeiros desfiles do dia de St. Patrick. Alguns soldados, por exemplo, marcharam pela cidade de Nova York em 1762 para se reconectar com suas raízes irlandesas. Outros desfiles seguiram nos anos e décadas depois, incluindo celebrações em Boston, Filadélfia e Chicago. O dia tornou-se não só uma forma de homenagear o santo, mas também uma confirmação de identidade étnica e criação de laços de solidariedade.

Em algum momento do século 19, como as comemorações do dia de St. Patrick estavam a florescer, vestir a cor verde tornou-se uma demonstração de compromisso com a Irlanda, a ilha esmeralda. Então em 1962, esta demonstração de solidariedade deu uma guinada espectacular em Chicago quando a cidade decidiu tingir uma parte do rio de Chicago de verde. A tradição começou depois de organizador do desfile, Steve Bailey, que era chefe do sindicato dos encanadores, tinha manchado a uniforme de um colega com o corante usado para rastrear possíveis fontes de poluição no rio que era um verde brilhante. Há quem afirme que a ideia veio daí. O impacto ambiental do corante é mínimo, comparado com a poluição, e a visão é realmente deslumbrante.

Mas agora falando da parte mais importante do dia de St. Patrick que é nada mais nada menos que cerveja. E não só cerveja, mas sim especificamente Guiness. A média de consumo mundial num só dia é de 5,5 milhões de pints, mas no dia de St. Patrick, esse número sobe para mais que o dobro, para os fenomenais 13 milhões de litros!

Guiness, tal como muitas outras tradições que foram relocadas para EUA pelos irlandeses, acrescentou popularidade ao dia de St. Patrick e a importância de celebração do mesmo foi uma boa maneira de aumentar o turismo na primavera ao nível mundial.

Por isso, não esqueça de vestir a sua peça verde hoje e, se tiver oportunidade, usufrua a happy hour com uma bela pint de Guiness. Enquanto isso, aproveite ainda para ver os produtos verdes da nossa loja.

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